Sustentar a Chama [escultura e sustentabilidade interior]: modelar possibilidades de conexão
DOI:
https://doi.org/10.48619/cap.v4i2.679Palavras-chave:
Escultura; sustentabilidade interior; ecoespiritualidade; ativismo interno; práticas contemplativasResumo
Numa época em que o planeta e a humanidade atravessam desafios complexos, estabelecemos ligações entre a prática da escultura e o conceito de sustentabilidade interior. Apresentamos o projeto Sustentar a Chama (2022), à luz da sabedoria budista e indígena - duas das tradições que mais têm aprofundado a interligação entre os seres humanos e não humanos. Na nossa perspetiva, a prática da escultura articula-se com a noção de sustentabilidade interior na medida em que potencia uma (re)ligação do ser humano consigo próprio e com a rede da vida da qual todos fazemos parte. O exercício da escultura, como via ritual e meditativa, é, assim, um modo de intervenção no mundo, e contribui para o equilíbrio sistémico da Terra e do Cosmos. Na prática da escultura, mais do que criar formas simbólicas, modelam-se possibilidades sustentáveis de existir em conexão, em unidade.